Do Vestibular à Rotina Profissional: Sonhos e Realidades

junho 11th, 2012

O que há em comum entre os candidatos a um vestibular? A princípio, todos parecem viver as mesmas emoções e buscarem objetivos semelhantes. No entanto, se analisarmos mais de perto a história de cada participante, a situação pode se transformar completamente.
Existem vários motivos que levam as pessoas a ingressarem numa graduação (influência familiar, retorno financeiro, status social, realização pessoal, autoconhecimento etc). O fato é que muitas vezes não observamos que cada um deles tem por trás uma história de vida que justifica e estabelece a coerência dessa busca.
A nossa sociedade, de modo geral, carrega uma crença de que é um gesto nobre o filho seguir os passos dos pais, optando por um mesmo curso superior. Em nosso cotidiano, é comum encontrarmos situações como essa nas áreas de Arquitetura, Direito, Engenharias, Medicina e Administração Pública ou de Empresas. Parece também haver um certo caráter obrigatório desse pensamento em relação às escolhas feitas pelos filhos mais velhos. Em muitos casos, as pessoas de fato apresentam uma coincidência preferencial e se realizam ao vivenciar caminhos e rotinas profissionais semelhantes às dos pais.
Mas há aqueles que adentram uma graduação por se sentirem obrigados a seguir os sonhos parentais e, mais ainda, por terem que se destacar de qualquer forma no mercado de trabalho. Nesses casos, não é difícil conceber consequências desastrosas, tanto para a carreira profissional quanto em aspectos psicológicos do indivíduo. Não deve ser nada fácil ser filho, primo ou irmão de um grande engenheiro, de um excelente juiz, ou de um médico brilhante se o outro é tão grande e eu me vejo tão pequeno e pressionado.
E por que nem todos que convivem com essa situação adoecem emocionalmente? Certamente entra em cena a habilidade de vivenciar o lado bom da história, não assumindo para si um sonho que não lhe pertence. Afinal, pais arquitetos, assim como todas as outras pessoas, também precisam de bons enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e muito mais.
Mas e quando o desejo de ingressar em um curso superior é motivado pelo retorno financeiro? Isso é bom ou ruim? Tudo depende da forma como a pessoa conduz esse anseio em sua formação profissional. Existe um mito em nossa cultura local de que os bons profissionais são aqueles que cobram caro pelos seus serviços. Ora, essa afirmação parece ir na contramão de atividades extremamente valorizadas no mercado de trabalho atualmente (especialmente em processos seletivos de grandes multinacionais), como é o caso do trabalho voluntário. De modo peculiar, muitas empresas têm buscado um perfil de novos colaboradores muito mais interessados em saber aprender que apenas mostrar o que sabe. Vale ainda uma outra observação essencial: não basta ganhar bem; é preciso, antes de tudo, ter organização e planejamento estratégico com o que se ganha. É necessário destacar que parte dessas competências são desenvolvidas antes mesmo da pessoa entrar no curso superior, sendo apenas refinadas e orientadas ao longo da formação acadêmica. Cai por terra então um outro mito: a graduação não é uma tenda de milagres, e sim um agricultor competente para terrenos e plantas que já existem.
Ora, mas e o status social? Onde fica? As respostas são simples. Além dos direitos garantidos por Lei a quem possui nível superior, profissionais graduados são comumente chamados de “doutores”, e passam a ter alguns privilégios. Tais aspectos se estendem desde o assédio por parte de instituições financeiras no meio universitário, até as transformações ocorridas no vocabulário e na imagem que a família tem do futuro (mas já tratado como tal) profissional. É como se a pessoa adquirisse uma certa “imunidade” advinda do sucesso no vestibular: deixa de ser o “João do Pé de Feijão” e passa a ser o “Rei Arthur” ou a “Princesa Diana”.
O problema, não raras vezes, é que essa nova imagem traz consigo uma série de possibilidades ligadas aos prazeres da vida, podendo se tornar desastrosa se não vier acompanhada de doses mínimas de autoconhecimento. Cabe aqui um sábio dito popular: “tudo posso, mas nem tudo me convém”. Estudantes universitários são frequentemente tentados a desviar o foco de sua formação acadêmica para festas, bebidas, drogas e sexo com motivação semelhante a se o mundo fosse acabar na manhã seguinte. Faculdade não é celibato, mas é preciso lembrar seu caráter profissional e não de veraneio. Não se tratam mais de aulas e trabalhos para ganhar pontos e mostrar o boletim aos pais, e sim de construir a imagem e a competência do que a pessoa venderá amanhã para se sustentar.
Por fim, o conjunto formado por todos os elementos aqui destacados pode oferecer realização pessoal. E sempre é bom retomar o conceito de realização: “tornar algo real, efetivo, existente”. A jornada de quem está próximo a um vestibular é similar à elaboração de uma pintura ou de uma canção. Você escolherá as cores, o tom… as expressões; a Instituição de Ensino Superior, por sua vez, lhe apresentará o suporte e o equilíbrio entre os sonhos e as realidades. Seja bem vindo!

Por Lucirley Araújo, professor do curso de Psicologia

Saída de Campo

junho 4th, 2012

Acesse agora o perfil da Faculdade Ciências da Vida no Facebook (http://www.facebook.com/FCVIIIM) e confira as fotos da Saída de Campo com a Profa. Patrícia Abreu

Clínica Escola

maio 30th, 2012

Você já conhece o trabalho da Clínica Escola de Psicologia da Faculdade Ciências da Vida? Confira.

Professor da Faculdade Ciências da Vida assume cargo na maior empresa do mundo na área de produção de sementes de milho e soja

maio 25th, 2012

O professor da Faculdade Ciências da Vida, Christiano Costa Simões vai assumir um cargo de pesquisador senior na multinacional americana Pioneer Hi-Bred International, instalada em Palmas (TO). O docente e doutorando em Genética pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ministrava aulas nos cursos de Nutrição, Farmácia, Biotecnologia e Enfermagem desde o segundo semestre do ano de 2011, na instituição.
Como pesquisador, Christiano deve agora atuar no setor de análises de dados de biologia molecular e de produção em campo, utilizando estratégias específicas de bioinformática. “Essas análises culminam em desenvolvimento de variedades de milho e soja geneticamente superiores”, afirma o professor. A Pioneer é atualmente a maior produtora de sementes de milho e soja no mundo, responsável pelo trabalho de melhoramento genético dos grãos para o mercado de exportação.

Ex-aluna e professor da Faculdade Ciências da Vida lançam livro

maio 24th, 2012

Bianca Santana, enfermeira ex-aluna Ciências da Vida e Julio Cesar Batista Santana Santana professor da Faculdade Ciências da Vida lançam no fim do mês o livro “CONFLITOS ÉTICOS NA ÁREA DA SAÚDE: COMO LIDAR COM ESTÁ SITUAÇÃO ?”.
Confira a capa do livro em nossa página no Facebook: www.facebook.com/FCVIIIM

Venha Conferir

maio 23rd, 2012

Garanta sua vaga!

Campanha de Enfrentamento à violência e abuso sexual da Criança e do Adolescente

maio 8th, 2012

Venha participar das ações propostas pelo CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Sete Lagoas, no dia 18 de maio.
Passeata as 8h saindo do Casarão com rumo a Feirinha e Ato Público as 18h na Feirinha de Artesanato. Vamos ajudar a combater essa triste violência.

Biotecnologia – A Ciência da Vida

maio 8th, 2012

Acesse agora http://biotecnologiaacienciadavida.blogspot.com.br, o blog criado pelos alunos da Biotecnologia da Faculdade Ciências da Vida

Semana da Enfermagem Faculdade Ciências da Vida

maio 7th, 2012

Programação:

Segunda-feira: A equipe de enfermeiros da UNIMED apresenta trabalho realizado
para tratamento do pé-diabético.

Terça-feira: Espaço Holístico (massagens e cromoterapia).

Quarta-feira: Orientações sobre entrevista de trabalho.

Quinta-feira: Patrulha da Alegria.

Conhecimento: Adicione essa Ideia!

maio 4th, 2012

Estão abertas as inscrições para o Vestibular 2º Semestre da Faculdade Ciências da Vida. Acesse nosso site www.cienciasdavida.com.br e descubra um pouco mais sobre a profissão que vai fazer o seu futuro Melhor.